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A História de Joaquim

Em uma manhã de uma quarta-feira um rapaz chamado Joaquim levantou-se e fez tudo o que costumava fazer ao levantar-se pela manhã, escovou os dentes, lavou o rosto e foi tomar seu café da manhã. Joaquim sempre foi um menino inteligente, educado e engraçado, porém naquela manhã ao sentar-se à mesa avistou um recado em cima do balcão que dizia: “filho eu e seu pai fomos ao banco pagar as contas, voltamos à tarde, beijos mamãe! ”.

Assim que terminou de ler ficou meio decepcionado, pois esperava encontrar todos na mesa para dar uma grande notícia, mas tudo bem ele pode esperar. Então terminou seu café e foi se arrumar para ir ao colégio, Joaquim já estava completando o último ano do ensino médio. Foi para o colégio, cumprimentou seus amigos e foi direto para sala para dar uma ensaiada no trabalho que iria ter que apresentar para a classe.

Quando sua vez de apresentar chegou, foi até a frente da turma e quando ia começar a apresentar, interromperam a aula. Era o diretor que solicitava a presença de Joaquim na direção. Joaquim estranhou, mas o seguiu até a direção. Chegando lá se deparou com dois policiais, e se assustou o diretor pediu para que ele se sentasse, Joaquim percebeu o clima pesado naquela sala e foi logo dizendo:

- Será que dá para me dizerem o que está acontecendo?!

O diretor olhou para os policiais, e um deles perguntou:

- Joaquim, o nome de seus pais é Maria Inácio da Costa e José Silva da Costa?

- Sim... Respondeu Joaquim.

Outra troca de olhares ocorreu entre os policiais e o diretor.

- Como você sabe o nome deles? Por que vocês estão aqui? Por que me chamaram? O que aconteceu? Perguntou Joaquim aumentando a voz quase em desespero.

Respiraram fundo e disseram:

- Ocorreu um assalto no banco Central, seus pais estavam lá no momento e foram mantidos reféns durante o assalto e....

-Não... não... já quase chorando murmurou Joaquim.

- Sentimos muito! Segundo as pessoas que estavam no local, seu pai reagiu quando viu que um dos bandidos estava apertando com muita força o pescoço de sua mãe, sem sucesso, os bandidos atiraram nos dois várias vezes.

Naquele momento parecia que tudo tinha acabado para Joaquim, ele sentiu o mundo caindo sobre sua cabeça. Sem acreditar, saiu correndo, a adrenalina foi tanta que desmaiou na frente do colégio. Foi levado ao hospital, onde a única coisa que queria era sair de lá e ver seus pais pela última vez.

Teve alta e saiu daquele hospital na companhia de seus tios que já ficaram sabendo da triste notícia e o levou para casa a esperam a liberação dos corpos.

No dia seguinte, depois de uma longa noite sem sono só com vontade de chorar, Joaquim se arrumou para o velório dos pais.

Chegando ao local não conseguiu conter as lagrimas, e chorou abraçado nos caixões de seus pais. Ficou o velório inteiro lá, e por mais que os familiares e amigos tentassem anima-lo era impossível.

Aproximando-se a hora do enterro Joaquim escreveu uma carta que dizia:

“Pai, mãe é com muita tristeza que escrevo esta carta dizendo o quanto eu amo vocês e jamais irei superar essa perda.... Eu tinha uma grande notícia para vocês.... Eu consegui aquela bolsa que vocês queriam na universidade dos Estados Unidos, com tudo pago... acredito que agora estaríamos comemorando juntos..., mas não tem como desfazer a morte, não é mesmo... então eu comemoro aqui em baixo e vocês aí em cima. Não irei desistir por vocês, que sempre diziam que não importasse o que acontecesse, mas que desistir não era uma opção, então correrei atrás pai e mãe.... Eu correrei atrás .... Beijos! Joaquim...”.

E mais lagrimas escorreram em seus olhos.

No ano seguinte Joaquim entrou na universidade, formou-se em medicina e foi um dos melhores médicos da América.



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