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Gladiadores Contra Vontade

Há muito tempo, em uma terra distante, numa cidade aparentemente pacata, quatro pessoas foram sequestradas para se tornarem gladiadores contra vontade. Já presos, um pouco antes da saída, os quatro homens foram visitados por um carrasco que vestia um sobretudo com o capuz marrom. Ele entregou em suas celas uma corda para o primeiro, outra corda para o segundo, um pedaço de couro com dois pequenos buracos nas extremidades para o terceiro e uma pedra ao último. O dia passou e os escolhidos ainda estavam sem saber por que estavam ali, até que pelo buraco de cada cela conseguiram enxergar um coliseu cheio de pessoas.

Ao meio dia, os guardas foram buscá-los. Em uma tentativa de resistência em vão, eles tentaram reagir, pois sabiam que estavam ali para lutar na arena. Perto dos quatro assustados havia machados, espadas e lanças. Chegou o momento. De repente, as portas se abriam, revelando a figura mais temida de toda região. Era Tibétius, o grande, o gladiador que já havia matado vários outros inocentes só por diversão do seu imperador. Neste momento, os jovens se viram em um beco sem saída, em que a única possibilidade de sobrevivência seria pegar as armas e se prepararem.

Primeiro, Perseu apanhou uma espada no chão e correu na direção de Tibétius. Com apenas um murro, Tibétius derrubou Perseu, que caiu no chão brutalmente. Calisto, vendo o que aconteceu, partiu para cima de Tibétius e conseguiu dar um murro em seu peito, mas nada aconteceu. Bravo, Tibétius deu uma bicada no peito de Calisto, que também caiu no chão. Com o seu machado, Tambarcos correu para cima de Tibétius, que conseguiu desviar do golpe e desferiu um murro em sua barriga e em seu queixo, fazendo, assim, o terceiro escolhido cair machucado. Gregório observava tudo com atenção e correu para atacar o monstro, porém Tibétius já estava à espera, por isso apanhou-o pelo pescoço e o jogou no chão bruscamente.

Já cansados, os quatro gladiadores entenderam que os objetos recebidos pelo carrasco eram inúteis separados, mas unidos poderiam conquistar a chance de vencer. Pensando nisso, os quatro esperaram Tibétius ir em direção ao machado; então, se levantaram e pegaram as cordas, o couro e a pedra e os uniram. Enquanto Tibétius corria para atacá-los, os quatro giraram a arma (a mesma que Davi usou para derrotar Golias), soltaram um dos lados da corda e a pedra voou em direção a testa de Tibétius, acertando-o e derrubando-o. Com o machado, cortaram a cabeça de Tibétius, irritando profundamente o imperador. Ao lado do imperador, um homem tirava o seu sobretudo e o seu capuz marrom, revelando duas asas em suas costas. Ele era o anjo que foi enviado para protegê-los.



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