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O Significado da Força

Dia de verão, dias quentes e chatos, meu nome é Lyon, tenho 15 anos, nunca fui uma pessoa comunicativa. Durante o verão, prefiro ficar no meu canto, pois eu odeio essa época e, como é possível perceber, sou uma pessoa bem antissocial. Entretanto, faço parte de um grupo que protege a humanidade que está prestes a ser levada à completa decadência.

Demônios estão espalhados por todos os lados, fazendo com que as pessoas se autodestruam e se arruínem. Lutamos contra os demônios e tentamos mostrar à humanidade um novo caminho, alguns aceitam, mas os que não continuam seu caminho que trilham até a completa perdição.

Há algumas semanas, fui enviado à Tokyo para investigar algo pelas redondezas. Já era para eu ter voltado ao campo de reunião, mas algo tem me incomodado. Tudo está quieto demais. Normalmente, quando somos enviados para uma missão é porque há alguma agitação, porém, até agora não houve nada. Por isso, estou procurando algo fora do comum.

Caminho em direção a um beco e faço o possível para não ser notado. Não por causa da missão, é porque não gosto de pessoas me incomodando. Nada! Mais um dia sem respostas. Isso está ficando muito estranho! Entretanto, um som chama minha atenção: o choro de uma criança. Vou em direção ao som, até que encontro em uma ruela, no canto de uma parede, um garoto que não aparenta ter mais de seis anos. Ele tem uma mão à frente do rosto escondendo as lágrimas que escorrem por sua face, suas roupas estão sujas e rasgadas como se tivesse rolado colina abaixo.

- Ei garoto, o que houve com você? E por que está aqui sozinho? - Pergunto, mas ele não responde.

Aproximo-me e me abaixo perto dele, toco seu ombro delicadamente, ele parece estar bem frágil, então tento uma abordagem mais calma.

- Você está bem? Pode me dizer quem é?

Aos poucos o choro do garoto é substituído por um pequeno soluçar constante. Lentamente, ele retira a mão do seu rosto e fica em silêncio por um tempo, até que sua cabeça se ergue um pouco para olhar para mim. O que eu vejo me deixa surpreso. Ele não é humano.

Seus olhos são completamente vermelhos, seu rosto é marcado por cicatrizes, um sorriso brinca no canto de sua boca mostrando os dentes pontudos, suas unhas começam a crescer do nada, até que se pareçam enormes garras. Quando percebo, de uma hora para outra a pequena criança frágil e indefesa se transforma em um demônio de quase três metros de altura. O choque foi tão grande que por um momento fico paralisado olhando-o. Grande erro.

- Ora, ora, ora. Um soldado da força Kaléo, gostou do meu disfarce? Sabe, eu tenho ordens diretas de extermínio de qualquer soldado, mas antes que eu faça isso, por que não brincamos um pouco?

Rapidamente, tento pegar minha espada, mas ele é mais rápido e me atinge com um soco, que me atira longe contra uma parede de um prédio velho. As espadas forjadas no monte de Eloin são dadas aos que aceitam lutar contra o mal que rodeia o mundo. Como elas não são vistas pelo olho humano, podemos andar tranquilamente em uma missão sem que as pessoas achem que somos algum colsplay doido de anime. Tento me recompor, mas meu corpo não responde; é quando o demônio atinge meu ombro com suas garras, que me prendem na parede.

- Ugh!

As garras afundam em meu braço como se fossem longas navalhas, a dor e insuportável, tento me livrar, só que ele é mais forte do que eu. Meu celular toca. É da força Kaléo.

- Será que tem alguém preocupado com você?

- Não preciso que ninguém se preocupe comigo! - Respondo. -Não preciso de ninguém.

- Oh, será mesmo?

De repente, uma imagem aparece em minha mente e me deixa atormentado. Uma menina de cabelo preto e olhos cinza como os meus, ela sorri... Susana.

- Suzana?

- Oh, você tem um passado bem interessante garoto. Eu sou Arlong, posso ver seus medos e suas fraquezas.

- Mentira, você não vê nada! - Grito.

- Oh, tem certeza?

Mais uma imagem aparece na minha mente, Suzana me olhando e dizendo que faria de tudo para me proteger. Tento pegar minha espada que caiu quando fui arremessado, mas ele vê e a joga para fora do meu alcance.

- Eu não gostaria que você fizesse isso! - Diz Arlong.

- Cala a boca! - As garras dele ainda me prendem à parede, coloco meu pé no peito do monstro e o chuto com toda a força que tenho. Ele é mandado longe, de encontro ao chão, num único instante as garras dele me soltam. A dor e terrível.

- O que é isso? - Diz ele surpreso. - Acho que já brinquei demais, é hora de te matar.

Ele vem para cima de mim novamente, me levanto com dificuldade e pego minha espada. Será difícil lutar com o braço ferido, ainda estou tonto por causa da pancada contra a parede, o chão gira ao meu redor.

Quando ele está quase me alcançando, uma espada surge entre nós dois e se finca no chão. De repente, duas pessoas surgem na minha frente: uma menina de cabelo escuro como a noite e um garoto alto de cabelo loiros, ambos com os olhos azuis como o céu. Os irmãos Sing e Elisa.

- Parece que esta com problemas amigo. - Diz Sing.

- O que fazem aqui?

- Fomos enviados para procurar por você, descobrimos que o chefe desse aí está atraindo soldados da força para exterminá-los. - Diz Elisa apontando para o demônio. - Essa missão em Tokyo foi uma isca para te atrair até aqui.

- Que garotinha esperta! Entretanto, meu assunto com ele ainda não acabou.

O demônio me encara, do nada a ferida começa a brilhar e a doer terrivelmente, imagens com o meu passado começam a jorrar em minha mente, o rosto de Suzana, as lágrimas derramadas... Agarro meu ombro com força e caio de joelhos.

- Lyon! - Diz Elisa correndo para meu lado.

...A explosão, Suzana na minha frente...

- Para! Chega! Me deixa em paz! - Grito.

- Paz? Você nunca terá paz sabendo que causou a morte da própria irmã! - Diz o demônio rindo.

Meu corpo se esfria e a temperatura ao meu redor cai abaixo de zero.

- Lyon, do que ele esta falando? - Pergunta Sing, virando-se para traz. No momento da distração, uma sombra agarra Sing, prendendo suas mãos nas costas e fazendo a espada cair.

- Bom, não preciso me preocupar com esse lixo, em vez de destruí-lo, vou deixar que auto se destrua. Todavia, não posso voltar de mãos vazias! Acho que vou levar esse daqui; talvez eu consiga algumas informações sobre a base.

-Sing! – grita Elisa.

- Me solta, seu otário! Acha mesmo que eu vou falar algo para você?

- Isso é o que veremos.

Então, ele brilha e desaparece levando Sing junto.

- Droga! Temos que achar ele. - Diz Elisa.

Ainda estou no chão, estou destruído mental e fisicamente. Não consigo impedir mais que as lagrimas caiam, elas rolam livremente por meu rosto.

- Lyon! - Diz Elisa tocando meu ombro, mas eu me afasto do seu toque.

Levanto-me e começo a andar para fora do beco em direção ao campo, ela não me segue. Começo a me afastar dos prédios e ruas, até que chego em uma grande colina, em que é possível ter uma visão privilegiada de Tokyo. Olho para lua enquanto lágrimas rolam por meu rosto. As horas se passam.

-Lyon? - Chama-me Elisa trazendo minha espada, pois acabei deixando-a no local. Ela tem embainhada a espada de seu irmão nas costas e sua própria na cintura.

Ela me entrega a espada. Eu a olho.

- Pensei que tinha esquecido tudo, pensei que tinha deixado para traz, mas tudo voltou à tona.

- Não precisa me contar se não quiser- diz ela.

Fico em silencio por um tempo e, por fim, começo a falar:

- Suzana era minha irmã mais velha, eu a amava, ela era a única família que eu tinha. Meu pai morreu em um acidente quando eu tinha 10 anos e ela 15, então minha mãe entrou em um estado de depressão tão forte, que acabou se matando, deixando eu e a Suzana sozinhos; conseguimos viver com ajuda de pessoas. O tempo foi passando e ela começou a trabalhar enquanto eu continuava estudando, mas minha personalidade tinha mudado, não falava com mais ninguém, comecei a me envolver com outras pessoas. Eu tinha 13 e ela já tinha 18 no ano em que tudo aconteceu. Um dia, eu voltei da escola e meus “amigos” aviam me chamado para sair, no entanto o lugar que havia sido marcado o encontro era no Parkdark, um parque de diversões abandonado há vários anos. Suzana tinha dito que eu não ia, porque lá se encontravam pessoas de má índole, bandidos, traficantes, não só por isso, mas porque o local havia muitos declínios e barrancos causados pela erosão e, além do mais, um dos rapazes que íamos nos encontrar, Zack, ela já conhecia e sabia que não era boa pessoa. Eu não a ouvi, nós brigamos e eu... eu disse... eu disse que queria que ela sumisse...

Lembrar de tudo e difícil, a dor no meu peito começa a apertar e me angustiar. Eliza ouve tudo calada.

- Eu era um idiota! Fui mesmo assim, mesmo com ela me avisando, mas quando cheguei lá, as coisas começaram a dar errado. Todos começaram a se divertir em meio ao parque abandonado, até que fizeram uma aposta, começaram a passar por uma espécie de ponte, onde o carrinho de trilho passava. Eu falei que aquilo não iria aguentar o peso, pois estava toda enferrujada e já estava há anos abandonada. Eles não me ouviram e continuaram brincando, até que ouvi um barulho muito alto: a parte que sustentava a ponte estava caindo. Zack ainda estava no meio da ponte paralisado de medo, ele não ouvia os gritos dos colegas dizendo para ele correr. Eu corri e o empurrei para fora da ponte, mas quando cheguei à terra, uma parte do chão cedeu e eu comecei a cair. Consegui me agarrar em um tronco e fiquei pendurado a quase 10 metros do chão. Pedi ajuda para Zack, mas ele saiu correndo, me deixando para trás. Novamente, comecei a cair, até que do nada Suzana apareceu e me segurou. Ela me olhou e disse que mesmo que eu dissesse que queria que ela sumisse da minha vida, eu ainda seria seu irmão e que nada iria mudar aquilo.

Levanto a cabeça e olho para a lua, tão grande e brilhante, como aquele dia

- Nós já íamos saindo do local, o parque inteiro estava ruindo, tudo aconteceu muito rápido. Primeiro, ela me jogou no chão e me abraçou como se quisesse me proteger, logo em seguida veio a explosão. Destroços começaram a chover por todos os lados e nos atingiam com força. Quando abri os olhos, tudo estava destruído, meus ouvidos zuniam por causa do impacto da explosão, minha visão estava turva, então percebi que estava coberto de sangue, mas não era o meu, era o dela. Olhei para cima e a vi, ainda estava em uma posição protetora de escudo para que os destroços não me atingissem. Toda coberta de feridas, recebeu o maior impacto, ela olhava em meus olhos, lágrimas começaram a cair e um sorriso se formou em seu rosto. Seu corpo estremeceu, eu a peguei antes que caísse no chão. Comecei a chorar falando seu nome, minhas lágrimas caiam sobre ela. Não conseguia acreditar no que estava acontecendo, ela sorriu para mim, levou sua mão até o meu rosto e disse “Eu te amo e sempre vou te amar. Não se esqueça disso. Siga em frente!”.

- Foi o que ela me disse antes de morrer. Pensei que poderia seguir em frente como ela pediu, mas eu não consigo, não sou forte para isso. Ela era tudo que me restava, vi toda minha família ir embora... um por um, todos fora do meu alcance. Já pensei várias vezes que talvez eu devesse simplesmente desistir.

-Força! - Diz Elisa.

- O que? Pergunto.

- Força não significa passar por tudo sem dificuldades, força significa que mesmo em dificuldades, mesmo que não consiga se levantar, mesmo que se tudo te disser que a todos

falarem que sua única opção é a morte, você precisa seguir em frente. Viver significa ser forte.

- Na vida, existe muitas coisas que não entendemos e que não escolhemos. Essas coisas nos deixam para baixo no chão, mas é sua a decisão de ficar no chão e desistir ou se reergue e viver. Deixar o passado para traz e viver o seu presente não significa esquecer da sua história. Acredito que Suzana diria a mesma coisa.

Ela anda em minha direção, olha em meus olhos e diz:

- Sei que não e fácil perder alguém que ama, isso vai doer por muito tempo. Quando a dor chegar, por favor, não se esqueça que você tem amigos do seu lado. Nós estamos aqui para te ajudar! Não precisa sofrer sozinho.

- Elisa...

Então, ela me abraça e lembro-me do abraço de minha irmã tão preocupado, mas tão aconchegante que transmite tanta paz.

- Elisa, obrigado!

- Nós estamos do seu lado. Não se esqueça disso!

Algum tempo se passa até que ela me solta e se afasta, olho para ela e imagino minha irmã. Como não percebi nesses dois anos que entrei para a força eu tinha pessoas tão preciosas a minha volta?

- Tenha certeza que não esquecerei do que disse. Agora, precisamos ir atrás do Sing.

* * *

Caminhamos em meio as árvores seguindo o rastro do demônio, até que chegamos ao seu esconderijo, uma construção antiga que se parece com um templo abandonado.

- Isso me dá arrepios. - Diz Elisa.

- Temos que ser rápidos.

- Tá, e qual é o plano?

- Entrar lá, resgatar o Sing e dar no pé!

- Eu sabia que você não tinha um plano.

- GAAAAAAAHHHHHH!

- Um grito. É o Sing! – Diz Elisa, horrorizada.

- Devem estar torturando ele. Temos que entrar logo.

Puxo Elisa para entrarmos no templo quando uma luz muito forte aparece...

- AAAAAAAHHHH!. SEU BASTARDO! PODE ME TORTURAR, MAS EU NÃO VOU FALAR NADA SOBRE A FORÇA KALÉO, NÃO VOU TRAIR MINHA FAMÍLIA! AARRG!

É o Sing! Sua voz está embargada de dor, a luz desaparece... trair minha família... foi o que ele disse. “Não vou perder mais ninguém”, penso.

Entramos no templo e nos escondemos para que não nos percebam. Lá dentro está o demônio com suas garras sujas de sangue. Ele começa a falar algo:

- Aahh, você vai falar de um jeito ou de outro. É só uma questão de tempo até que eu arranque as informações que eu quero de você. Não se preocupe!

Ele começa a se afastar, até que some da minha visão. Dou um tempo de 30 segundos até que ele se afaste. Sing está na nossa frente. Acabado, acho que é a palavra que descreveria seu estado, suas roupas estão rasgadas e queimadas, vejo inúmeros ferimentos em seu corpo. Ele está semiconsciente. Seu cabelo loiro está todo chamuscado e seu rosto está contorcido em uma careta de dor. O cheiro de queimado é evidente: o demônio eletrocutou-o.

- Sing! - Diz Elisa correndo em sua direção para cortar as correntes que o mantém de pé junto à parede. Ele desaba, mas ela o segura antes que caia e o abraça.

- Oi, mana. Você demorou, sabia?

- Por que eu sempre tenho que te salvar de enrascadas, hein?

Eu os observo. Elisa, bonita com seus cabelos escuros quase pretos, olhos claros, sorridente e sempre muito esperta. Sing sempre muito brincalhão, muito povão, olhos claros como os da irmã, mas com cabelos loiros, quase prata. São tão diferentes, mas mesmo assim tão unidos. Sing olha para mim e sorri.

- Lyon, tudo bem com você?

- Olha só quem fala. Precisamos sair logo daqui, ele irá voltar logo...

- Ora, veja quem está aqui: os fracos da Kaléo. O que foi garoto? Não conseguiu salvar sua irmã e veio tentar salvar esse aí? Quanta estupidez!

-Elisa, tome conta do Sing, eu cuido do demônio. Está na hora de esquecer o passado!

- Então venha, garoto! – Diz o demônio.

Sem perder tempo, desembainho minha espada e me lanço contra Arlong. Ele bloqueia meu ataque. Dou um golpe por cima mas ele desvia. Continuo atacando e ele continua bloqueando com suas garras. Ele lança a outra mão na frente e me agarra, sua mão começa a brilhar e lança uma descarga elétrica contra meu corpo. Grito de dor, sinto como se meu corpo todo estivesse sendo frito. Não satisfeito com isso, Arlong me imprensa com toda sua força no chão e aumenta a descarga elétrica.

-AAAAAAAAAAAHHHHH!! – Grito com agonia.

- LYON! – Grita Sing.

O demônio lança a outra mão contra mim suas garras caem de sua mão e se transformam em pequenas adagas, ele pega duas delas e enterra uma em minha perna e a outra no meu ombro ferido.

- NÃO! - Berra Elisa.

- Você não pode me derrotar! Não conseguiu nem mesmo salvar sua irmã, que por sua causa morreu. Você é fraco, então o que lhe resta é a morte. - Diz Arlong.

Ignoro a dor em meu corpo, ignoro a descarga elétrica, olho para ele e digo:

- Uma pessoa me fez entender que força não significa viver sem fraquejar, significa fraquejar e ainda sim viver. Mesmo que eu não tenha forças para me levantar, vou continuar vivendo por aqueles que eu amo e me preocupo. Não há como voltar no tempo, eu só posso seguir em frente!

Ainda preso ao chão, agarro minha espada com força e desfiro um golpe em seu peito, enterrando a espada até a metade do seu coração. Os olhos vermelhos de Arlong se arregalam, demonstrando raiva e sua sede de vingança.

- VOCÊ NÃO PODE ME DERROTAR!

Sua raiva transparece. Seus olhos estão sedentos de sangue. Ele pega a adaga e a transforma em um punhal mirando em minha cabeça, mas eu consigo desviar a lâmina, que passa de raspão por meu rosto, cortando-o superficialmente. Eu agarro minha espada ainda enterrada em seu peito e rasgo o demônio ao meio. Ele brilha em uma luz escura e se desfaz em trevas. Minha espada cai de lado. As adagas somem do meu ombro e da minha perna, mas continuam as feridas dolorosas.

Tento me levantar, entretanto a dor em meu braço e em meu peito me diz que tenho provavelmente dois ossos quebrados, então fico por ali mesmo. Sing e Elisa correm para o meu lado, eu olho para eles e sorrio.

* * *

Dia seguinte.

Olho para o horizonte admirando o nascer do sol, penso em tudo o que aconteceu. Hoje estamos voltando para a base, um pouco acabados, mas vivos. Sing teve apenas ferimentos superficiais, Elisa apenas arranhões, já eu não tive muita sorte: vários ferimentos, um braço e uma costela quebrada. O importante é que todos estamos bem.

Eu, eu continuo minha vida, sinto saudades de Suzana, sim. Não posso voltar no passado e concertar as coisas, mas não posso fazer nada quanto a isso, eu só posso seguir minha vida. Agora eu percebi que tenho pessoas ao meu lado que me ajudaram; são preciosas para mim, por isso eu decidi viver por elas também!

Certa vez, alguém me disse que a vida pode te derrubar muitas vezes e te deixar no chão, mas você pode escolher olhar para traz e continuar no chão ou pode escolher se levantar, seguir em frente e viver. Minha escolha? Levantar!

- Você faz falta e vai fazer para sempre, mas vou seguir em frente por você, por eles e por mim. – Digo com o coração para a minha irmã.

Sing e Elisa já estão me esperando ao pé da colina para voltar para a base. Olho pela última vez para o horizonte. Depois, me viro e sigo meu caminho para casa junto com a minha nova família. Não consigo mais esconder o sorriso.

- Obrigado, Suzi!



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