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A Gaveta Dourada

Eu estava no meu novo escritório analisando tudo o que estava ali quando algo me deixou curiosa: uma gaveta no fundo do armário com fechadura; ela era totalmente dourada e pequena. Deduzi que ali dava apenas para guardar papeis, mas por que estava lacrada? Por que o Sr. Lucker não me disse nada sobre essa gaveta? Por que ele me colocou nesse escritório tão distante dos outros e pediu para que eu visse e ficasse aqui? Eram tantas perguntas que não tinha como ser respondidas por ele, então comecei a investigar.

Comecei a procurar a tal chave para enfim abrir aquela gaveta, mas algo me dizia que a chave estava no escritório do Sr.Lucker, que deixou bem claro que em hipótese alguma fosse incomodado enquanto estivesse trabalhando, além disso só podíamos sair de nossas salas durante o horário do almoço (isso faz com que eu me sinta um prisioneiro, mas precisava do emprego para ajudar a minha família). A curiosidade foi ficando cada vez maior... eu precisava descobrir o que estava dentro da gaveta.

Os dias passavam e eu ganhava a confiança do Sr.Lucker e esperava que com isso eu e ele ficássemos tão amigos a ponto dele me contar qual era o segredo daquela caixinha no armário, entretanto toda vez que eu estava na hora do almoço ele pedia para deixar os assuntos do trabalho no trabalho. Por fim, descobri que no meu corredor não tinha câmera, por isso resolvi fugir dos meus horários normais de trabalho e ir atrás do senhor mais velho daquele lugar, um senhor de aproximadamente 55 anos que sabia de muitas coisas da empresa.

Entrei no quarto do senhor e dei de cara com um velho barbudo dormindo em uma cadeira e vi em cima da mesa uma chave dourada que batia com a fechadura de minha gaveta na sala. Meus olhos brilharam, não pensei duas vezes e a peguei devagar, depois corri dali e entrei em minha sala, tranquei a porta e fui direto naquele armário de livros velhos, tirei alguns livros para achar a tal gaveta, mas quando tirei os tais livros eu não vi nada. Foi como se tudo tivesse sido apenas um sonho ou uma imaginação! Mesmo assim, eu sabia que ela estava ali, pois eu vi com meus próprios olhos e toquei ela.

Como que num passe de mágica ela sumiria assim? Foi como se alguém tivesse tirado ela dali, alguém que soubesse que eu havia descoberto a tal caixinha. Será que o Sr. Lucker descobriu ou desconfiou de mim por causa das perguntas dos nossos almoços ou será que foi imaginação mesmo? Será que armaram para ver o que eu faria? E qual o motivo disso tudo? De repente, sinto algo me puxando e me chamando pelo nome "RAMOM...RAMOM...". Acordei. Estava no meu quarto com a minha mãe dizendo que eu estava atrasado para a escola. Tudo foi um sonho que durou a noite toda. Não descobri nem o que tinha dentro ou o que simbolizava a caixinha. Contei o sonho para a minha mãe, mas ela desconversou como se soubesse de algo e não quisesse me falar.



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