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Vida Louca, Loucura Vivida

Marcus tinha uma vida depressiva e chata. Nada havia dado certo em sua vida, porém, isso não era motivo para desistir de viver.

Um dia ele conheceu uma moça na loja de sapatos. A moça aparentava ter a mesma história que ele: uma vida inútil, pacata e difícil. Do seu próprio jeito, ela acabou conquistando um pequeno espaço em seu coração. Seu nome era Vanessa. Mal sabia ela que naquele exato momento uma paixonite acertou eu cheio o coração de ambos. Trocaram telefones, se conheceram mais de perto, e depois, decidiram começar a namorar.

Ele começou a trabalhar para comprar tudo que ela desejara. Mas no fundo de seu coração, ele trabalhava para comprar sua tão sonhada casa, realizar o sonho de morarem juntos, e começarem suas vidas do zero. Aquela casa viria a ser o símbolo de uma nova era. Uma era linda, perfeita e feliz, marcada pelas diversas realizações do casal. Aquela casa seria o símbolo de uma nova vida para sua mulher e para ele mesmo.

Certa noite, ela deitada na cama ao lado dele, o olhou no fundo de seus olhos e disse em baixo tom: “Você é louco. Não sei porque me quis. Não sou nada para você”. Era claro que ela estava com medo de se iludir sobre o amor dele, como deveria ter acontecido em tantos outros relacionamentos passados. Marcus respondeu calma e compreensivelmente: “Vanessa, estou contigo simplesmente por você ser a pessoa que você é. Não preciso conhecer mais ninguém. Minha felicidade vive em você”. Ela não entendia. Ela não queria entender a vida, queria esquecer o que era o amor. Porém, nada mais importava para Marcus: Ele iria se casar com Vanessa, independente de como ou quanto custasse. Sem sobra de dúvias, ele a amava cegamente.

Finalmente chegou o tão aguardado dia: Marcus havia comprado sua humilde casa. E para comemorar, ele faria algo inédito em sua vida: se casaria com Vanessa. Neste lindo dia de conquistas, ocorre um incidente, que nem mesmo Marcus jamais suspeitara. Após sair do trabalho, vai até a casa dos pais de Vanessa para buscá-la. Seus pais haviam saído para jantar, e voltariam tarde da noite. Marcus tocou a campainha: Ninguém abrira a porta. Tocou mais três vezes para se certificar. Em vão. Marcus abre a porta e vê que a casa está completamente vazia. Vasculha pelos corredores, até chegar ao quarto de Vanessa. Ao abrir a porta, desaba em lágrimas e desespero: Vanessa estava enforcada com os lençóis de sua própria cama, amarrados ao ventilador de teto.

Com ela havia um bilhete, com os dizeres aparentemente escrito às pressas e em estado de choque: “Descobri que a vida é apenas uma loucura, e finalmente me libertei do meu medo de viver. Me libertei de minha própria loucura. Seja um louco feliz. Adeus, ‘amor’ meu”.

Logo, Marcus abraçou sua vida. Em meio ao ódio e o colapso de sua mente, ele abraçou sua loucura. Nunca mais fora visto sem estar acompanhado de sua insanidade. Este era seu meio de viver. Ele havia descoberto que A vida não passa de loucura, por simplesmente querer viver num mundo como este. Marcus agora, com sua insanidade, estava, pela primeira vez, vivo.



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