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A Idosa Estranha

Era uma vez uma menina chamada Sabrina, o que ela mais gostava de fazer era ficar horas e horas na frente do computador. Certo dia, no silêncio da madrugada, por volta das duas da manhã, ela sentiu um cheiro estranho de queimado. Seria o seu computador? Bem que avisaram que ela ficava muito tempo no computador, tanto que acabaria queimando! Mas não era. O cheiro parecia vir de fora, de cima, talvez do apartamento do 10º andar. Era isso! Vinha mesmo do andar superior.

Ficou um tanto preocupada, pois sabia que lá morava D. Benta, uma idosa muito estranha. Algumas pessoas do prédio dizem que ela tem problemas, que é meio louca e esquisita. Será que estava mesmo acontecendo um princípio de incêndio? Resolveu interfonar para o porteiro:

- Alô, Sr. Manuel, estou sentindo um cheiro de queimado no andar de cima, no apartamento daquela idosa. Será que você poderia ligar para ela e perguntar se ela precisa de ajuda para alguma coisa?

O porteiro, muito à contragosto, atendeu ao seu pedido. Não demorou muito e retornou: “Sabrina, ninguém atende ao interfone, já tentei inúmeras vezes”.

Então, a moça resolveu ir até lá. Pegou o elevador, apertou o botão do andar e foi. Chegou lá e tocou a campainha, mas ninguém atendeu. O cheiro era insuportavelmente forte! Ela viu a fumaça saindo debaixo da porta e se desesperou!

“O que será que está acontecendo?” pensou Sabrina. “Um incêndio!”. Ela começou a gritar e berrar descendo as escadarias em uma correria louca. Chegando lá embaixo, falou com o porteiro aos prantos:

- Fogo! Tem fogo no apartamento de cima!

O porteiro correu em direção às escadarias depressa como um raio e começou a berrar com todas as forças para a senhora abrir a porta. Um, dois, três... se jogou contra a porta. Ao conseguir entrar, percebeu que o apartamento estava vazio. D. Benta não estava lá. A fumaceira vinha de dentro da cozinha. Pela sala, os gatos da idosa se escondiam pelos cantos e alguns fugiam para o quarto.

Ao entrarem na cozinha, depararam-se com uma cena aterradora. Dentro de uma panela, que jazia sobre o fogão aceso, havia um gato escaldado. O fogo subia deixando o teto completamente preto. A cena era macabra, aterrorizante... Enfim, essa senhora era mesmo louca. Diziam pelo prédio que ela possuía treze gatos, todos encontrados nas ruas e trazidos para dentro de sua casa.

Ninguém entendia direito como ela conseguia alimentá-los, já que sua pensão, deixada pelo marido, era de pouco mais de dois salários mínimos. O condomínio, diziam que estava há vários meses atrasados. As más línguas chegavam a dizer que dona Benta passava fome. Sabrina nunca acreditou nessa historia. O povo devia estar exagerando.

Dos treze gatos, sobraram apenas cinco. Assim, aguardaram a velha chegar da rua. Ficaram surpresos ao perceberem que ela voltava com uma sacola de farinha, alguns temperos e outro belo gatinho nos braços... Imaginaram o triste fim daquele bichinho.



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